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DO CALDEIRÃO
DA SANTA CRUZ
DO DESERTO

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Liderado pelo Beato José Lourenço, o Caldeirão da Santa Cruz do Deserto foi um movimento de comunitarismo religioso que durou de 1926 a 1937, ano em que foi invadido pela polícia e bombardeado pela Força Aérea Brasileira. A comunidade é hoje citada como exemplo de autonomismo campesino por lideranças quilombolas, agroecológicas e do MST.

 

Filmado em 16mm com película vencida descoberta em um depósito da Aeronáutica no Recife, o trabalho combina revelação caseira e finalização digital, criando uma fusão entre a decomposição química do material e a história natural da destruição.
 

FICHA TÉCNICA

Direção: Weyna Macedo, Lucas Parente, Adeciany Castro e Mariana Smith
Empresa produtora: Besta Fera Filmes
Produção executiva: Weyna Macedo
Roteiro: Weyna Macedo e Lucas Parente
Montagem: Lucas Parente e Adeciany Castro
Fotografia: Lucas Parente, Weyna Macedo, Adeciany Castro
Som direto: Adeciany Castro
Edição de som: Lucas Parente

 


FESTIVAIS


Inflamável - Festival de Filmes em Super 8 e 16mm (Florianópolis)
Mostra Cidades Invisíveis (Cinema Dragão do Mar, Fortaleza)
Sessão “Digilógico” do Cineclube Chama Curtas (Cinema da Fundação, Recife)
Cineclube Disgraça (Bar do Triunfo, São Paulo)
5º Cinema Urbana – Mostra Internacional de Cinema de Arquitetura (Brasília)
5º Cinemancia – Festival Metropolitano de Cine (Medellín, Colômbia)
23ª Goiânia Mostra Curtas (Goiânia)
1º Fresta - Festival Internacional de Cinema Analógico de Pernambuco (Recife)

1º  GEOCINEARTE CARIRI – Festival de Cinema do Geopark Araripe (Crato)

12ª Muestra Internacional de Videoarte y Cine Experimental (Medellín, Colômbia) 

 

PRÊMIOS

* Prêmio Nitrato de Melhor Filme Nacional na Competitiva Nacional de Curtas no Fresta – Festival Internacional de Cinema Analógico de Pernambuco (Recife, 2025)

* Prêmio de Melhor Curta-Metragem no Cinemancia – Festival Metropolitano de Cine (Medellín, Colômbia)

* Menção Honrosa no Inflamável – Festival de Filmes em Super 8 e 16mm (Florianópolis, 2025)

* Menção Honrosa no Cinema Urbana – Mostra Internacional de Cinema de Arquitetura (Brasília, 2025)Prêmio de


 

PEQUENA FORTUNA CRÍTICA

TEXTO DO JÚRI DO FRESTA – Festival Internacional de Cinema Analógico de Pernambuco

O cinema tem entre suas diversas possibilidades aquela de imaginar acontecimentos. No âmbito da história, essa imaginação não quer dizer apenas reencenar o passado. Pode-se com imagem e som, em suas contingências, evocar um estado de espírito, e raras vezes um estado de presença. Um trabalho que consegue com suas estratégias de imersão, fabulação e dialética expressar um materialismo histórico. O material impresso na película e no som é ao mesmo tempo carregado de invenção e territorialidade. História que intui um acontecimento fazendo do público participante ativo dessa construção. O prêmio de melhor filme da primeira edição do Fresta - Festival Internacional de Cinema Analógico de Pernambuco vai para "Caldeirão da Santa Cruz do Deserto" dirigido por Weyna Macedo, Lucas Parente, Adeciany Castro e Mariana Smith.

TEXTO DO JÚRI DO CINEMA URBANA – Mostra Internacional de Cinema de Arquitetura

Do Caldeirão da Santa Cruz do Deserto recebe a Menção Honrosa "Paisagem Radical" por afirmar, com um gesto cinematográfico contundente, a potência histórica e simbólica da região do Cariri. O filme não se limita a registrar um território, mas o convoca como espaço de memória insurgente e de resistência, onde a paisagem se torna corpo e testemunho. Sua força reside na capacidade de articular o visível e o invisível – ruínas, silêncios, vestígios – para reinscrever no presente a intensidade de uma experiência coletiva que marcou e marca o modo de habitar o sertão. Assim, a obra reafirma o cinema como ferramenta de pensamento espacial e político, revelando no Cariri não apenas um cenário, mas um campo de radicalidade estética e histórica.

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